quarta-feira, 14 de setembro de 2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O efeito é intenso.

Praticamente há dois anos que aqui não escrevia.

Vivemos num Mundo em crise, crise de valores, crise de amores, crise de emoções. O Mundo apresenta-se-nos cada vez mais oblíquo, cada vez mais esquinoso, cada vez mais doloroso. Há dias assim, em que nos sentimos trôpegos. Há dias assim, em que nos sentimos vivos. Poucos serão, somente aqueles em que uma chama nos relembra que somos gente e que a gente sente e, sempre, é filha de boa gente. Quando sentimos, nem disso nos lembramos.

A minha cabeça doia-me há dois anos. Hoje também doi. Voltou a doer há poucos dias. Desta vez não há o aparelho para desculpa. Já se foi e os dentes ficaram (quase) perfeitos. Hoje o coração também não doi como me doia. Ainda que tenha passado por lutos bem mais penosos. Ainda que...

Hoje sou outra.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Um dia acorda-se e sente-se que tudo estivera errado.

Hoje perguntei-me inúmeras vezes "porquê", porquê", "porquê". Porquê comigo e logo tão rápido. Porquê ainda este ano? Já tinha acontecido uma vez, não precisava de uma segunda investida. Juro que não precisava.

A sensação que tenho, é que estou a flutuar e a assistir a um filme do qual não faço parte, mas que me está a magoar mais do que a conta. Neste filme, sou espectadora, mas não de mim mesma. Há uma heroína que se deu quanto eu me dei e se deu tão mal quanto eu me dei. Há o rapaz que é o vilão do coração dela. Há os motivos que são sempre iguais, ainda que difiram na forma. E há a dor. Há sempre a dor.

Prometo-me que não volto a ser como sou, que tenho q fazer um corte radical nesta estranha forma de ser e estar. Que a intensidade é boa quando estamos a pintar os olhos, apenas aí. Não quero voltar a sentir nada do que senti. Nada. Nada mesmo. Se viver o resto da vida a meio gás, não me importo. Não quero mais disto que já sei de cor.

Estou sem chão.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

É normalmente por voltas das duas e meia que as dores de cabeça aparecem. Justifico-as com o aparelho que me vai dar dentes perfeitos, com os pólens que abundam neste época do ano na minha cidade, com o stress. E penso em como as tuas mãos que me curam a alma e o corpo, me fazem falta. E penso nos dias em que apertavas subtilmente entre os meus dedos, em que aplicavas os conhecimentos obtidos do outro lado do Mundo. E sinto muita falta.

Os dias em que não estás comigo, são dias vividos com menos sabor. Os dias em que não te respiro, em que não te saboreio. Os dias são menos dias, menos luminosos, menos abertos à luz.

Vem. Vem.

domingo, 19 de abril de 2009

A ti.

O meu homem é grande, grande, grande. É grande de alma, é grande de tamanho. O meu homem sabe fazer o que os homens grandes fazem e fá-lo melhor do que ninguém.

O amor nasce do aplauso e eu já fiz clap.

O meu novo meu.

Quero escrever e as palavras não saem, não saem. Respiro fundo, penso no que quero dizer, no que lá vai, no que já veio. Quero, quero mesmo muito, falar disto, escrever isto. As palavras custam a sair, não sei se aqui pertencem, não sei se aqui pertencem.

Fecho os olhos e respiro-te. Respiro-te como te respirava ontem, quando me deitava sobre a tua pele e inundava a minha alma de ti. Quero sorver cada milimetro da tua derme, quero engolir a tua alma, quero trazer-te para dentro de mim e que daqui não saias. Vem e fica. Fica como quando os teus olhos pousam em mim e não largam. Não te vires no final, porque o teu lugar é aqui. Quero-te, quero-te e já pouco sei estar, assim, longe.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Jogo de júniores

Passa o tempo a barrar as unhas com um creme que as regenera e fortalece. Creme de supermercado que o tempo não está para extravagâncias e a gente sabe que, por vezes, os ditos são tão bons quanto os de farmácia ou de perfumaria. Passa o tempo assim. De vez em quando olha para trás e vislumbra da janela as copas de umas seis ou sete árvores e algumas paredes amarelecidas pelo tempo e pelo profundo mau gosto de quem escolheu aquela cor. Sol nunca vê. Só luminosidade, porque os raios estão confinados à parte da frente do edifício, parte essa a que ela só tem acesso de vez em quando. É assim todos os dias. Sobe as escadas de madeira envelhecida, uma a uma, sem pressa, coloca a chave na fechadura e no momento em que dá o primeiro passo para dentro da porta, só quer fugir dali, virar costas e ir correr o mundo. É isso que ela quer.

Percebeu tarde quais eram as suas maiores motivações profissionais: arte e solidariedade. Tarde porque deveria ter ganho asas mais cedo e agora está enfiada no circulo ridiculamente pegajoso dos edifícios velhos repletos de gente velha por fora, muito mais por dentro, mentes asfixiantes, pequenas. Edíficios repletos do nada que ela conhece e do qual quis fugir toda a vida. E a vida ensinou-lhe isso, que há desejos e anseios que se deve ter nos tempos certos ou então constrói-se o destino tendo por limite as escadarias que as pernas sobem diariamente, enquanto o cérebro anseia por voltar atrás e construir tudo de forma diferente.

Falta-lhe o ar. Falta-lhe o ar. Falta-lhe o ar. Está sem braços para subir, mesmo que esteja à tona, mas a tona não é suficiente. Não é. Não é a tona que ela quer e, por isso, a tona é igual ao fundo, negro, sem espaço, sem saída.

Voa.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Infância na esperança

A montanha russa volta, enche-me o corpo que delira numa vertigem descontrolada. Respiro fundo e tento acalmar os sentidos mas a cabeça não o deixa e continuo a embarcar na viagem que só terá fim quando alguém enterrar um sinal de stop sem dó. Quero, quero quase com tanta vontade quanto queria um gelado em pequenina e pedinchava: Ohhh mãe, vá lá.... Eu querooooooo... É isso, quero como se quer um capricho. Mas quero sabendo que é muito mais que um capricho, sabendo que pdoerá ser alguma coisa, nem que seja uma roda viva. Que seja o que for, será melhor do que o nada que era.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Vvvvvvvvvoooouuuuuuuu

O verbo ir vai levar-me até Alcântara. Têm sido dias bons, muito bons. Dias de reconhecimento, de recuperação, dias de ganhos. Dias de luta, dias de vitória. Parabéns a mim porque consegui. Parabéns a ela, porque ajudou à execução. Portas abertas e escancaradas para novos desafios. Sou mais e serei melhor, serei a relação pública do verde com o que os olhos veem.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Sol

A sensação que agora tenho, é que andei demasiados dias a rodar sobre mim mesma tipo espiral e que isso me dava a ilusão de movimento. Movimento que não levava a nenhum lado, a não ser à profundidade do buraco que a pressão e a força giratória dos meus pés faziam. Mas que isso só acontecia contigo, porque no resto, dava pulinhos ou até mesmo saltos em comprimento.
Há coisas assim, cliques que acontecem, trambolhões que repetimos de olhos vendados e orelhas tapadas. Somos como somos e devemos tentar nunca nos magoar. Somos como somos, os nossos maiores amigos, os nossos mais implacáveis inimigos. Somos como somos. Em constante mudança, alguns, eu.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Va va vum moment

Há muitos anos que não me acontecia chorar tanto num filme como na sexta feira passada, enquanto vía O Estranho caso de Benjamin Button. O meu amigo disse-me que achava que eu me ía espapaçar entre lágrimas, pipocas e garrafa de luso. A minha vizinha da cadeira ao lado estava igual a mim, agarrada ao seu mais que tudo. A verdade é que, também eu, achei que a emoção era demasiada. O peito, a certa altura, já me dóia, o rímel estava mais diluído que guache em água, a minha cabeça dividia-se entre os soluços e a falta de solução para um vexame público!!! Só rezava para que o filme amenizasse e eu me recompusesse, mas não, as cenas fortes sucediam-se e, quando eu achava que o pior tinha passado, catapum, lá vinha outro discurso daqueles que nos atingem tão certeiros quanto os sete raios que atingiram um dos personagens. Saí do cinema tristemente feliz. Feliz porque tinha acabdo de assistir a um filme que, da maneira mais simples possível, retrata uma sociedade repleta de pessoas tão insignificantes para o planeta, mas tão importantes para o seu mundo. Feliz porque tinha visto, sentido, lido, uma história de amor que é igual à minha, à tua, à de quem seja, porque o amor, quando é A-M-O-R, é vivido da mesma forma, com abnegação, entrega, lealdade. Porque vi um filme sobre algumas pessoas boas, outras menos boas, mas onde a essência simples do ser humano é encontrada em detalhes.
Porque em cada frame me afastei da realidade que tenho presenciado e me aproximei daquela que quero para mim.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Despejar sentimentos, não é coisa que eu faça impunemente.

Há gelo lá fora. Muito mais acima, no Norte, nas Terras Altas, onde os que caminham na rua são muito mais fortes do que eu. São aqueles que caminham passo a passo, sem solfagem nem ar condicionado, que calçam 3 pares de meias, 2 camisolas interiores por baixo de não sei quantas camisolas e casacos. Eu não, eu sou uma menina de Lisboa, habituada a andar com o rabo sentado no belo estofo do seu carro, habituada a camisolinhas de malha fina e calças de ganga que tão bem modelam as pernas. Camisolas interiores não sei o que são há vinte anos. São quentes, mas desadequadas. Agora compra-se aqueles "básicos" na Zara, Mango, Massimo Dutti e outros espanhóis que tais e está feito. Qual termoteb qual quê.

Há gelo lá fora. E aqui dentro também. A minha racionalidade, de vez em qdo, parece-me assemelhar-se a blocos duros, quadrados e inalteráveis. Aqueles que estão acondicionados em couvettes e têm uma função própria, diferente da habitual. Aqueles que servem para ajudar a curar feridas e traumas dos meninos que esfolam joelhos, batem com as testas em esquinas alheias ou apanham uma estalada mais forte do coleguinha do lado. O meu gelo é desses, desses com funções terapeuticas. O meu gelo anda a fazer-me lindamente, a absorver o trauma e a calá-lo. O meu gelo faz-me jogar para trás das costas e respirar calmamente. E o meu gelo há-de guiar-me ao esquecimento, porque é nesse gelo que enterro todos os que por aqui passaram.

No more catapum pás pás

A minha secretária está igual às secretárias dos funcionários das repartições de finanças ou dos digníssimos funcionários dos tribunais. Mal me mexo entre papéis, já detesto cada uma das folhinhas outrora brancas e imaculadas, actualmente mais f****** que as meninas e os meninos de certos lugares de Lisboa...

A minha cabeça está arrumada. Motivo de grande satisfação, pois claro! Não a vía assim há mais de um ano. E, como sempre, a arrumação caiu-me aos trambolhões lá de cima e aterrou-me no cérebro com a destreza com que eu habitualmente estaciono o meu veículo ligeiro de passageiros em lugares paralelos aos passeios! Fase boa, portanto. Fase a manter.

Voltemos às papeletas que, não tarda, meto-me na alheta.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Buenas noches 2009

Este ano não comi passas. Quebrei uma tradição de anos, tradição que me levou vezes sem conta praticamente ao vómito, por detestar aqueles pequenos montículos esponjosos e castanhos. Mas comi-a-as e acreditava que cada desejo se concretizaria. Na verdade, lembro-me de apenas um ano em que os 12 quase foram satisfeitos... De resto, não me lembro de mais nada, portanto as taxas de insucesso devem ser assustadoras!

Agora pensa comigo... Conheces alguém medianamente atraente. Estás numa fase em que isso é coisa que não pode ser desperdiçada! Estás de coração partido, precisas de alegrar as vistas. Até as alegras. Até gostas do toque... Ok, minimamente. Não é O toque, mas é um toquinho relativamente agradável. Começas a entusiasmar-te a pensar que estás viva, que afinal há esperança, que tudo vai correr bem, quando, de repente, a criatura abre a boca e agride a gramática e o léxico como um profissional de boxe. MEDO!!! MUITO MEDO!!! Sentes-te defraudada, só te apetece humilhar a besta, mandá-lo de volta aos bancos da primária, obrigá-lo a decorar o bê-á-bá pra homens básicos. Tornas-te má, quase cruel... Ele diz que és cruel (não, não meteste não sei quem no bordel...) e tu sentes-te culpada, porque, de facto, o foste. Mas senhoreeeeeeees, haverá algo pior do que este cenário? Não, porque para a coisa conseguir ser levada com desportivismo, a criatura teria que ser extraordinariamente bela, porque tu já beijaste em tempos idos e remotos o homem mais feio da festa e não queres repetir a dose com um que acumula a função de burro. Amiga e caridosa sim, santa não.

Quando acordei em 2009, achei que era igual a ter acordado em 2008. Quando me deitei também. Já passaram 4 dias desde que tudo aconteceu e a mim parece-me tudo igualzinho. Era suposto ter acontecido alguma coisa... Ou será só marketing? Acho que sou eu. E marketing tambem. Mas mais eu que ando a vêr tudo em linha recta. Ou quase tudo. Há ali 3 ou 4 coisas que me fazem olhar de lado para não ser muito óbvia. E também ainda não me decidi.

Ambições para 2009:
  • will see

domingo, 28 de dezembro de 2008

Verbo ir porque vamos.


Este blog sou eu. Sou, fui, eu em 2008. Fui, não sei se o sou, se no final da vida, quando estiver deitadinha na minha cama à espera que os olhos se fechem, irei olhar para trás e irei lembrar-me destes dias. Por isso digo deste verbo em que escrevo, que não sei qual o tempo em que o devo conjugar.
Este blog também podes ser tu. Tu e mais três ou quatro pessoas, mas muito mais tu. Foram tuas as longuíssimas horas que passei contigo, mesmo que não te visse. Foram teus os minutos que dediquei a escrever-te. Foram tão tuas as minhas palavras. E é todo teu o meu sentir.
Foste o meu 2008. Foste o primeiro. És, ainda o és.

Leio menos agora. Menos tempo. Menos tempo. E quando leio, leio-te também. Mesmo que te fuja, são demasiadas as vezes em que me apareces no virar de uma página e as analogias se façam dentro da minha cabeça. Mesmo que não as queira, mesmo que fuja delas. Foi por isso que deixei de ler durante uns tempos. Por isso e porque, por vezes, acho que já li tanto que já quase nada de novo vem. Talvez seja de mim. Talvez seja de mim. Pretensão achar que não há letras novas. Claro que as há. Os olhos estão é fechados. Estão sim, para quase tudo.

A imaginação sempre foi o teu limite. Ofereceste-me essa prenda no dia em que nos vimos. Ofereceste-ma talvez porque seja a única forma que sabes viver, viver comigo, nunca com os outros. Complicaste-me os sentidos, baralhaste-os, aniquilaste funções. E deste-me o melhor de tudo para depois me engolires.

Um dia disse-te que tinha acabado por entender tudo. E que tinha aceite o meu destino. Que procuraria, a partir de então, o que deveria ter por inerência, em outros lugares quaisquer. Tu serias o meu primeiro porto. Sabias disso desde o primeiro minuto.

Não sabia que se podia dar dias a alguém. Assim, dados, sem serem pedidos, pelo menos expressamente pedidos. Não sabia que se podia dar tantos dias a alguém. Tantos e ficar com tão poucos para outros. E ainda que os houve dados a outros, nunca foram deles, nem meus. Continuaram sempre a ser teus. Sempre. E sempre é uma palavra demasiado comprida e importante. É aquela que é sempre a última a ser dita. Tal e qual último. Tal e qual primeiro. Tal e qual nós. Tal e qual nós éramos.

Hoje li sobre o dia em que alguém se aprcebeu da fealdade do mundo. Quanto a mim, não sei quando isso aconteceu, mas sei que foi cedo. Sei que vivia num mundo aparte, dentro de uma bolha transparente e um dia a bolha plim, foi-se. E percebi que os meninos nem sempre querem brincar, que os brinquedos não são de todos, que o rabo serve para açoites e que os cintos servem para mais alguma coisa do que para prender roupa. E percebi que as janelas não eram apenas quadrados para o mundo lá de fora e que a solidão quando estamos rodeados de gente, é muito mais penosa. E aprendi a viver com tudo isso. Tenho aprendido. Mesmo que não goste de o fazer sozinha e que tu desempenhes melhor do que ninguém, o papel de companheiro de jornada. Porque ninguém entende que eu te amo como te amo, porque és, acima de tudo, o meu maior e melhor amigo. Mesmo que tenhas estado tão longe neste ano que foi teu. Mesmo assim. És tu que me olhas nos olhos e sabes quem sou e que me cheiras à distância, quando ainda vou a conduzir na marginal.

Contigo abri um ano, é por ti que o fecho.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Dias muito longos e noites de sono demasiado curtas

O dia em que eu aprender a fazer balanços reais, vai ser o dia em que não me colocarei tantas questões. Vai ser o dia em que vou saber seguir a estrada da esquerda ou da direita, mesmo que o passado me empurre para a frente.
Quero tirar-te de baixo da minha pele. Olhar-te e não te sentir e ter a certeza de que muito melhor há-de vir. Tudo presente, sem permitir lugar a mais ninguém, ainda que a porta esteja aberta.
Quero olhar-vos e saber que não mais me tocam, saber que não mais me magoam e atingem. Quero remeter-vos ao lixo que são e não deixar sequer, o odor putrefacto que exalam, rondar-me as narinas.
Há luzes que estão longe e caminhos sem atalhos. Foi sempre assim, mas nem sempre o soube. Agora passou a ser certeza.
Sou quem sou, cada dia mais. Sei quem fui e sei porque o fui.
Saudade do teu abraço demasiado familiar para ser largado.
Será largado. Se é que já não o foi.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Respostas

A maior parte das pessoas que conheço, é totalmente descrente naquilo a que se chama "a mudança do ser humano". Eu sou daquelas que, ao contrário, acredita que todos temos essa capacidade e que, a maioria das vezes, a mudança nem é auto imposta, mas extra imposta, se é q essa expressão existe... Quero dizer com isto que acredito que as nossas vivências nos fazem mudar ideias, convicções, desejos, vontades. Que nisso resultam alterações aos nossos comportamentos e que é disso q a vida é feita, de imensos afluentes que vão transformando o nosso rio num mar de experiências.

Tudo isto para explicar que hoje me apercebi de outra mudança em mim. Sempre preferi pessoas complexas a pessoas "simples". Achava que era destas cabecinhas cheias de curvas e contracurvas que vinham as maiores emoções e as sensações mais deliciosas. Já não penso assim. Já não tenho pachorra. Já mudei. Mudei.

Acredito agora que a simplicidade é beleza rara. Acredito que estou longe de a ter. Que a minha cabeça também navega por mares já muito navegados e que a embarcação deve aportar em aguas mais calmas, mais sábias.

Fartei-me, cansei-me de gente que não sabe o q quer, pq se reveza entre mil ofertas. Fartei-me de jogatinas emocionais, onde não se brinca com dinheiro, mas com referencias.
Fartei-me.
E estou feliz por ter ganho esta percepção. Esta convicção. Ter aberto esta porta. Ter fechado outras tantas janelas para que não se faça mais corrente de ar.

Optei por mim.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

I have a dream!

Chateia-me aquelas pessoas que nunca vivem o hoje. Que passam a vida a dizer que adoraram não sei o quê, ou adorariam não sei o que mais. Que bom, bom, era estarem ali ou, melhor ainda, tinha sido estarem acolá, com não sei quem.

Irrita-me andar assim há muitos, demasiados dias. Respirar fundo de cada vez que pego no carro e faço 5 kilometros para aqui chegar. Sentir que estou a perder imenso tempo com nada. Que as doenças ganham-se assim e que ando, por imposição, a cultivar, certamente, alguma.

Não quero. Não quero. Quero sim, voltar ao que era, cheia de ideias, expectativas, ambições e permitir-me a pensar que um dia será melhor, porque um dia será como eu quero.

Incoerências da nossa existência que nos ensinam diariamente a não cuspirmos para o ar. E eu, eu estou afogada em saliva.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Craaa craaaa


Quando se chega aos 30 anos, uma das maiores preocupações dos nossos interlocutores é se estamos arranjadas… Arranjadas, isto é, acasaladas ou para acasalar com alguém. Hoje em dia, tb encontramos aqueles que apostam que já passámos por todo esse processo e já desacasalámos. Importante, importante é não sermos mulheres encalhadas. Uiiii que medo, encalhada nunca. Para tia, jamais!!! É pq só pode ter defeito… Ou é feia, gorda e, por isso, fora do alvo do imaginário masculino, ou tem problemas de afectos, ou porque ainda não ultrapassou uma qualquer relação passada, Talvez seja promíscua e não consiga acentar. Só pode. Nunca a culpa poderá ser da extrema selecção, do escrutínio exaustivo e muito menos da quantidade exacerbada de idiotas que se passeiam pelas nossas vidas “Ai, mas se é assim tão espertinha, pq é q permitiu a entrada a esses idiotas e mtas vezes, bar aberto a semana toda? Naaaa, afinal a gaja não tem dois neurónios. É uma carentona, já trintona!”.

O mulherio anda doido, acreditem. Nunca me lembro, em toda a minha curta existência, de ter assistido a tamanha perseguição aos homens. Nunca me lembro de as ver tão preocupadas com quem eles namoram e desnamoram, nunca me lembro de as ouvir fazer planos a médio prazo, isto é, quando ele acabar com ela, estarei cá eu prontinha para o consolar. Afinal eu é q sou a especial e ela, aquela com quem ele dorme agora e por quem manifestou tudo aquilo que eu quis para mim, não passa de uma mera diversão. Nãooooo, eu é que sou a tal. Afinal, ele está é enganado. Erro de casting e, como vivemos num mundo muito justo, não tarda nada ele farta-se dela (nunca são elas que se fartam deles, dos nossos homens) e acorda para a feliz realidade de que eu sou aquela por quem ele sonha acordado.

Abomino esta realidade. Já o escrevi antes. Abomino que nos devoremos umas às outras em função daquilo q acreditamos ser obviamente nosso. Abomino quem não respeita os seus iguais. Abomino quem passa por cima da amiga, da colega, da desconhecida, para conquistar algo que nem sequer conhece assim tão bem. Não consigo respeitar quem, num primeiro olhar, chama a si os desígnios dos outros, colocando-se na fila da frente, mãozinha no ar, expectante activa da chamada de ordem.

É nesses dias que entendo perfeitamente por que a maioria dos homens não respeita as mulheres. Somos as primeiras a fazê-lo. Shame on us. Ridículas.

domingo, 19 de outubro de 2008


Acendeu um incenso de jasmim e o cheiro entrou-lhe pelos pulmões adentro, pela cabeça adentro. O cheiro era mais enjoativo do que da última vez. Chegava quase a dar dor de cabeça, estômago enrolado.


E funga e funga e pergunta porquê. Hábito nela. Hábito nos seres humanos. nada de especial. Especial, será quando deixar de haver interrogações e os olhos passem a comer tudo, sem saborear. Aí sim, será especial. Ou não, porque a palavra especial é especial. É bonita. E olhos que não comem, são olhos mortos e a morte não é uma coisa boa. É algo que nos captura a liberdade e nunca mais a devolve. É o que nos contam.


Pensava ela no que ele pensaria. Se aprovaria, se abanaria a cabeça muitas vezes em tom de desagrad. Se choraria por ela, de cada vez que a vía fazer uma asneira consciente. Se a amparava quando ela se sentia desalmadamente só. Ela acha que não. Que esta solidão tem sido dura. Que as bofetadas têm sido mais violentas do que chicote e começa a pensar que afinal está sola. Sola, sola sola. Piu sola, para aprener a desenvencilhar-se. Depois, olha para a televisão e vê os desgraçadinhos todos, os estrupiados, os mortos de fome, os doentes com cancro, os inválidos. Ou então conversa com as amgas, os colegas, a sra da padaria e ouve histórias muito mais triste que a dela, histórias de gente que acreditava ser dona do mundo, da sua própria vida e veio alguém e mostrou que não era bem assim.

Então ela pensa que afinal é uma pessoa cheia de sorte,que tem mais é que agradecer a vida calma que tem, que o dinheiro ainda vai chegando para carro e trapos e que tudo chegará na altura certa.

Que esse desamor que a cerca não é nada que ela não consiga descartar, que até já deixou de fumar há mais de dois anos e ganhou aversão doentia aos cigarros. Se assim foi, se até veio de lá, do outro lado do mundo, de coração e boca partidos, tudo o resto é peanuts.


E talvez seja mesmo.

Era uma vez...

Tenho uma irmã mais velha com quem não tenho muita proximidade. Nada o previria, já que temos apenas 3 anos e meio de diferença. Era suposto termos amigos comuns, histórias comuns, memórias comuns. Não as temos. Cortámos o laço que nos unia há já muitos anos. Cortámos? Cortaram, cortaste.

Esta irmã de que falo, enviou-me hoje um e-mail a informar-me de que tinha feito um blog. A princípio, li o assunto e não prestei muita atenção. Apenas o fiz, depois de jantada, televisão embrutecida vista e rabo espapaçado nesta cadeira. O blog, ao contrário do que eu pensava, não era sobre o dia-a-dia dela, histórias sobre os filhos, o marido, os doentes no hospital. Não era sequer sobre a bela ilha em que mora. Não era sobre as viagens que ela não fez, não era sobre os desejos que ela terá.

Este blog é sobre ele, Francisco. Francisco que no seu mês recebeu mais uma lembrança, ainda que tenham passado nove anos sobre o seu desaparecimento. Nove anos que não apagam o som da sua voz, ao contar-nos as histórias que a minha irmã tão fielmente transcreveu.

É engraçado que esta semana, em conversa com uma amiga, tenha comentado que, do que mais me lembro nas pessoas, é do toque. Que cheiros e vozes se desvanecem na minha memória, mesmo que faça um esforço tremendo para que isso não aconteça. É verdade que a voz de Francisco nunca desapareceu, nunca voou para esse lugar escuro onde estão tantas outras. É verdade que quase sei reproduzir momentos e situações.
É verdade que nos continuas a fazer muita, muita falta e que, por mais que eu pense que já não tenho mais lágrimas, elas continuam a rolar sem pedirem permissão, sempre que és evocado. Lágrimas de saudade, de tempo que nos faltou. Lágrimas de alegria por teres sido o nosso avô mais querido do Mundo.

Aqui fica o blog, para quem quiser espreitar: http://historiasdoavoxico.blogspot.com/

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Outubro, o teu mês.

Francisco, que hoje fazia 90 anos. Francisco que me ensinou, acima de tudo, a sonhar.

Espero que adormeças esta noite, lado a lado com ela. Ela que te enchia os olhos e a alma. Que adormeçam abraçados, que se respirem um ao outro, que se fundam.

Francisco que tanta falta nos fazes.

Que todos os amores sejam reais, como o que sempre nos deste.

Tanta saudade.

Yes, we're two drifters, off to see the world

Moon river, wider than a mile
I’m crossing you in style
some day
Oh, dream maker,
you heart breaker
Wherever you’re goin’,
i’m goin’ your way

Two drifters, off to see the world
There’s such a lot of world to see
We’re after the same rainbow’s end, waitin’ ’round the bend
My huckleberry friend, moon river, and me

sábado, 20 de setembro de 2008

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Playground

Gosto de brincar. Se pudesse, brincava todos os dias, várias vezes ao dia.
Há pessoas que nunca brincaram em toda a sua vida e outras há, que não sabem passar 1m sem o fazerem. Brincam contigo, comigo, com a profissão, com a família, com o carro, com o planeta. Brincam e acham que a vida se resume a isso, uma grandecíssima brincadeira em função do seu lindo e redondo umbigo. E que todos os outros são receptores incontornáveis e amenos, felizes por serem alvo de tamanha atenção.

Erro ERRO erro ERRO ERRO ERRO!!! Não é assim. Estás a leste. A leste.


Hoje não está a ser um dia com luz. Não gosto de dizer este tipo de coisas, porque acredito que todos os dias, são bons dias, por tudo aquilo por que sou grata: casa, emprego, amigos, família, dinheiro.
E agora até ando no ginário e vou lá todos os dias. Limpo o corpo e a cabeça. A cabeça que precisa de levar uma grande varridela e a alma que precisa de ser refrescada. Pode ser que o ginásio cumpra essa tripla missão. Acredito nisso.
Cansada. Ainda assim. E a lembrar-me todos os dias de ti, porque são os teus olhos que vejo quando levanto a cabeça do teu colo e é a tua mão que brinca com o meu cabelo, com muito mais carinho com que alguma vez brincaste com o meu coração.



Jogos de palavras para crianças.

domingo, 14 de setembro de 2008

Listas

E passou-se Agosto e não escrevi uma linha, mas li centenas. Centenas.
Falta vontade de fazer, vontade de dar, vontade de procurar. Dias e dias em que consegues gerir tudo nem sabes de que forma, porque a base é seguramente caótica.
Focos apontados em outras direcções. Luzes, holofotes a atingirem metas a que ainda não chegaste, mas que sabes que só podem vir a ser tuas, porque nem sequer pode ser de outra forma.

E o riso... O riso que é solto e é bom por demais. E é teu. É o que ficará. Na certa.

Round and round. Sometimes straight ahead.

O que te define? Talvez isto e aquilo. Sobretudo aquilo, não é?

E o que me define? Não sei. Nao faço ideia. Talvez seja isso mesmo, o não sei. Soma-se pessoas. E acaba sempre por ser, mais ou menos, igual. De vez em quando há alguém que de aquece o coração ou te solta o riso. Round and round. Sometimes straight ahead.

Mas acaba sempre por ser assim, round and round. Não é bom. Não é mau. É o que é. E a minha vida é assim, um conjunto infindável de pessoas, umas atrás das outras, umas que entraram sem senha e nem esperaram na fila, outras que têm lugar cativo e alcochoado, outras a quem lhes foi decretada uma distância mínima de 150m para que nem o cheiro lhes sinta.

E os olhos, por mais azuis que sejam, não conseguem calar a voz que te grita como é possível alguém reunir em si tantas caracteristicas que nem gostas e que, por isso, representa um desafio. Zinho.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

O mundo está todo ao contrário

E, às vezes, bastam 30 segundos para deitar por terra esforços de meses.

domingo, 6 de julho de 2008


Uma noite, cansada de todos os clichés habituais, cansada de procurar, lidar, comer, viver o belo, ela disse: "Quero conhecer o homem mais feio da festa!"

E procurou e encontrou. E beijou-o, como se beijasse o mais bonito. E olhava-o e não o vía, tal qual olhara muitos outros, mas não os reconheceria.

Depois dessa noite, nunca mais falou com ele. Sabe quem é, apenas porque guardou fragmentos desses momentos, no canto da memória em que guarda a surrealidade da sua realidade. Apenas por isso.


(...)


Olha para a sua frente e lê o nome impresso no cartão pessoal que está posicionado em equilibrio entre o tampo da secretária e o monitor do computador. O nome. O nome. Não gosta do nome. São duas palavras que, para ela, não combinam. Nunca daria aquele nome a um filho e, certamente, usaria um tom jocozo para o dizer, caso não pertencesse àquela pessoa. Na verdade, o que importa é a pessoa, ela sabe-o. Só não sabe ainda o quanto importa neste mês de Julho de 2008, em que um ano passou sobre o que aconteceu e mil vidas se sucederam. Ela procura esse passado nos olhos cor de mar. Procura e não encontra, mesmo que agora a proximidade seja muito maior do que era há 365 dias atrás.

Procura naqueles olhos, apenas porque não encontra aquilo que queria achar em outros.


(...)


Vamos dar uma volta ao mundo? Ou vamos juntos construir uma vida melhor, a nossa vida. E dar-nos a outros que não têm ninguém.
Eu queria.



sexta-feira, 4 de julho de 2008

Balanços em contra balanço












Ando com uma dificuldade séria em reconhecer-me. Olho-me ao espelho e vejo que o corpo, ao contrário do que acontece com a maioria das mulheres, não está a sofrer com o peso da idade. Sim, ainda não cheguei aos trintas, mas tenho beneficiado de uma óptima genética que me permite caminhar na praia, com bikinis reduzidos e ainda levar uma carrada de piropos diários. Sim, sabe bem.

Do que falo não é disto, da provável desadequação das carnes à idade, mas sim de mim enquanto ser pensante, ser emocional, ser social. Não sei como explicar, porque tudo aconteceu demasiado rápido. De repente acordei e não era mais igual ao que fui. Não sei onde larguei essa parte de mim, não sei onde estou, se é que ainda estou em algum lado.

O estranho, é que aquilo de que falo, era algo que eu não gostava. era a fonte do disparar de coração, de caminhar pelos corredores da casa que nem animal acossado à procura da porta da jaula.

Onde anda esse animal? Estará vivo? Morreu enquanto eu dormia? Fui eu que o matei ou foi vítima de algum tiro a queima roupa... Misericordioso, talvez.

Porque o procuro? Não me faz falta, eu acho... Ou será que faz? Será que não me reconheço dentro deste corpo que não mais tem anseios desgovernados?

Hoje dei por mim a pensar que tenho medo, muito medo, de me ter tornado uma pessoa "amotiva"... Não seria mais eu, aquela que devora a vida com todos os seus sentidos.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

O mais perto que estive, foi isto.


E o mais longe que estou, é o meu agora.

terça-feira, 1 de julho de 2008

N de "n" coisas e sempre de mais algumas

Dores de cabeça, dores de cabeça. Dizem que são provocadas, de entre outras coisas, pelo stress. E stress tem sido, como dizem nos filmes americanos, o meu midle name...

Mudanças que rolam como cabeças. Lembro-me sempre daquele filme que não é bom mas também não é mau e que só capta a tua atenção porque te empurra para verdades e para coisas pequenas. No filme, os maus (seriam mesmo os maus, ou seriam o reflexo de todos nós? E nós somos o quê?) decapitavam os bons (?) para oferecerem os seus corpos e almas aos Deuses de forma a receberem chuvas em troca das oferendas e, depois, sadicamente, jogavam as cabeças pelas escadarias abaixo.
E as mudanças são assim. Cabeças decapitadas sem qualquer pudor, pontapeadas por escadarias, pum, poc, pum, poc, saltam, saltam, sem embater em lugar certo e alcançam velocidade e saltam, poc, até que chegam ao final da escada e se imobilizam aos pés do novo destino.

E a cabeça dói. Será do excesso de sol? Stress, certamente. Também podem ser as alergias, essas malvadas que nunca me vão largar, disse o médico.


Mudanças.

Na cabeça.

No corpo.

Eu queria. Tu mudaste?
Não, tu nunca mudas. A única coisa que muda é a minha visão de ti, porque é sempre enevoada pela realidade que constróis consoante a tua vontade. É como dias de nevoeiro, nunca te oferecem a mesma paisagem. E nunca te oferecem certezas. Só fumaça.
Fumaça.


Não é solidão e muito menos medo do tempo. Não é carência. Não sei o que é, mas sei o que não é e não é nada do que conheci até agora. Talves nem já o queira, porque nós só queremos aquilo que conhecemos e, como acabei de te dizer, eu não sei o q é. Há muito tempo que não sei o que é. Talvez seja pirraça, teimosia, mimice aguda. Talvez seja isso, mas eu sei que não é. É o que eu vou inventando que seja, só para completar o irreal. Para o tornar palpável. Porque houve dias em que o foi. Ou não houve?

Há ossos dizem. Ossos salientes. Eu também sei que os há, porque já os vi e nunca os tinha visto. Acreditas que até dizia horrores de quem os tinha, assim, tão à mostra? Sim, porque ossos desses são para estarem cobertos por pele e nunca para se poderem contar mentalmente quando os vemos e o olhar se direcciona apenas para aquele campo e transforma o cérebro em números gigantes: 1, 2, 3....
4???


O Chico canta A noiva do cowboy era você além das outras três (...) Era o bedel e era também juiz e pela minha lei a gente era obrigado a ser feliz. E você era a princesa que eu fiz coroar e era tão linda de se admirar, que andava nua pelo meu país

João e Maria - Chico Buarque

Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?

Mais um do mesmo.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

One step ahead.

A pensar nos dias em que não vou estar, porque vou ser eu. Longe daqui. Perto de mim.

Eu.


What did you think - Sara Rodrigues

quarta-feira, 25 de junho de 2008

A mente é como um pára-quedas. Só funciona quando aberta.

Lorde Thomas Dewar

terça-feira, 24 de junho de 2008

Sentada no seu colo, ela disse-lhe que fizesse dela o que quisesse.






E ele fez o que não queria que fizessem com ele.

Sim, era sentido.
















O cheiro do meu cabelo é bom. Apetece inspirá-lo e mantê-lo dentro de nós até que apareça um melhor e então consigamos libertar a respiração, para dar lugar ao que chega.

Penso e não penso. Ou melhor, penso todos os dias sem pensar. Ou tenho pensado, sem pensar. É um começo, eu sei. Mas a estrada faz-se caminhando e a minha passou a ser uma via com sentido único, apesar de ainda manter bermas que a qualquer momento podem servir de

abrigo.

Foi a primeira vez, acho, que soltei amarras sem as prender noutro porto qualquer. Deve ser a isso que também se chama maturidade. Deve.

E tenho olhado para os rostos das pessoas, todas as pessoas que vou conseguindo vêr, e penso que afinal eu andava enganada e que não passamos todos de crianças distorcidas, mais esticadas para cima e para os lados. Crianças que por vezes têm outras crianças sob a sua alçada e são todas parecidas fisicamente umas com as outras. E mais tarde sê-lo-ão ainda mais, quando as primeiras tiverem formatado as segundas à sua imagem.
Buscas eternas, buscas eternas. De quem nunca chega ao fim, porque nunca ninguém chega. E nos olhos aquela permanência de brilho e ausência de crença.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Murphy ganhou

Passou 1h desde q escrevi o último post e a única coisa que posso dizer é q Murphy ganhou, que há coisas surreais e outras que já adivinhámos e que achamos, na altura, que são fruto da nossa imaginação e começamos a achar que estamos a escorregar num qualquer aqua park, daqueles com escorregas a pique, sem travão ou amortecedor e que lá em baixo há um piscinão repleto de água prontinha a nos afogar.


DEUSSSSSSSSSSSSS O QUE É QUE SE PASSA???

So very


Olhei para o papel e fiquei com o cérebro a mil, sem saber o que pensar.

Ou melhor, a saber perfeitamente o que pensar: Como? Onde ando eu, que momentos são estes? Onde ando eu?

E o cansaço pesa. Hoje poderia dizer que dormi 12h, mas não é verdade. Bem contadas, foram umas 8... Nada mau, eu sei, mas na verdade precisava de dormir umas tantas e acordar e ter 4 ou 5 problemas já resolvidos. Era tudo o que eu agora queria.

A lei de Murphy persegue-me e grita-me que quando algo está muito mal, para me preocupar porque ainda vai piorar.

WAKE UP WAKE UP!!!

E o que me vale é ter um monte de neurónios a trabalhar todos no mesmo sentido, senão estava completamente lixada. Estava, não estava?



Deuuuuuuuuuusssssssssssss foi esta a minha construção?


Preciso de tanto mais, de tanto mais.

sábado, 21 de junho de 2008

Boémia


SIM!




Foi fundada em 1989 como resposta aos efeitos padronizantes do fast food; ao ritmo frenético da vida atual; ao desaparecimento das tradições culinárias regionais; ao decrescente interesse das pessoas na sua alimentação, na procedência e sabor dos alimentos e em como nossa escolha alimentar pode afetar o mundo.


Missão As atividades da associação visam defender a biodiversidade, divulgar a educação do gosto e unir aos co-produtores aqueles que têm produtos de excelência.


Defesa da Biodiversidade Segundo o Slow Food, o prazer de saborear boa comida e bebida de qualidade deve ser combinado com o esforço para salvar os inúmeros grãos, vegetais, frutas, raças de animais e produtos alimentícios que correm perigo de desaparecer devido ao predomínio das refeições rápidas e do agronegócio industrial. Através da Arca do Gosto, das Fortalezas (apoiados pela Fundação Slow Food para Biodiversidade) e do Terra Madre, o Slow Food busca proteger nosso inestimável patrimônio gastronômico.


Educação do Gosto Despertando e treinando nossos sentidos, o Slow Food ajuda na redescoberta do prazer de saborear um alimento e na compreensão da importância de conhecer sua origem, quem o produz, como é feito. As atividades do Convivium apresentam aos associados e outros interessados, alimentos e produtores da região, enquanto as Oficinas do Sabor oferecem degustações conduzidas por especialistas no assunto. Junto às escolas, o projeto Hortas Escolares oferece às crianças a oportunidade prática de aprender sobre os alimentos e ver como crescem.


Pôr em contato os produtores e os co-produtores Slow Food organiza ferias, mercados e exposições locais e internacionais, para apresentar produtos de excelência gastronômica e oferecer aos consumidores responsáveis a oportunidade de conhecer os produtores mesmos. Também apóia circuitos alternativos de distribuição como os mercados dos produtores, projetos agrícolas com o apoio da comunidade ou associações de compradores, que contribuem a diminuir a distancia entre os produtores e os co-produtores. Para mais informações sobre eventos como o Salone del Gusto, Cheese, Slow Fish, Aux Origines du Goût e A Taste of Slow, conheça a lista de eventos.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Sei que quase tudo na vida está de passagem. Sei. Sei que o relógio não pára e que vivemos contra ele a maioria das vezes... Que talvez os únicos momentos em que pairamos levemente, sem preocupações, metas a atingir ou respiração cadenciada por ponteiros, são aquelas horas em que estamos a dormir e, por isso, totalmente entregues a algo que não controlamos.
Sei que some people come and other go. E que às vezes achamos que não gostamos das pessoas, porque se nos entregassemos a esse amor, ele seria demasiado grande para o suportarmos. E então fechamos a porta da nossa casa e chegamos até a espreitar pelo buraquinho quando alguém lhe bate.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Depois assine por cima do carimbo, por favor.

E mentalmente faço um contrato comigo mesma em que digo que daqui a alguns dias posso voltar a encarnar a minha pele.

E irei tirar cerca de 20 kgs dos ombros, carregarei 1000 estrelas nos olhos, respirarei fundo como não respiro há já quase 900 dias. Haja pulmão que aguente a pressão...

Aiii ai.

Primeiro, as verdades


O amor é fodido.


E bom. Muito bom.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Round 849 or the final round

Os dias em que me fazes não conseguir sorrir, são dias irrecuperáveis,, em que me alieno da vida e, nem por um momento, consigo encontrar beleza no que me rodeia. Apenas sinto o breve passar do tempo, o passar do tempo por mim, como se de uma viagem de comboio se tratasse e os meus olhos não se desviassem da paisagem e nunca a conseguissem tocar.

sábado, 7 de junho de 2008

Vou

Sim, vou.

A mentira perfeita

A mentira, a mentira perfeita, acerca das pessoas que conhecemos, sobre as relações que com elas tivemos, sobre o nosso móbil em determinada acção formulado por nós de uma forma completamente diferente, a mentira acerca do que somos, acerca do que amamos, acerca do que sentimos pela criatura que nos ama e que julga ter-nos tornado semelhante a ela porque passa o dia a beijar-nos, essa mentira é das únicas coisas no mundo que nos pode abrir perspectivas sobre algo de novo, de desconhecido, que pode abrir em nós sentidos adormecidos para a contemplação do universo que nunca teríamos conhecido.
(Marcel Proust)

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A banhos

É por estas e por outras que, às vezes, perco totalmente a fé e a vontade. Abano a cabeça em sinal de negação e penso que não há nada em comum e que as galáxias são distantes.
A profundidade do mergulho é proporcional à força que me impele para cima e sei que o dia em que a minha cabeça sair de dentro de água e respirar tranquilamente de novo, será o dia em que os olhos se fecharão perante tanta luz e clareza de sensações.

Sem aluguer


Qantas pessoas seriam capazes de dizer não a um convite para viajar? Digo, convite, convite a sério... Daqueles com tudo incluído, tipo full package. Sim, avião, alimentação e quase, quase despesas extra pagas. Pois... Eu tenho negado. Há meses, imensos meses que ando a negar viagens a Paris, Milão, Praga. Porque a minha consciência não permite aceitar viagens em troca de sonhos alheios. Porque não sou capaz de alimentar ilusões e conviver com elas um fim de semana inteiro. E depois, se eu aceitasse, teria que indemnizar o dador, porque saberia no meu íntimo que não tinha sido honesta e que teria uma dívida para com aquela pessoa. Mesmo que jogasse sempre limpo e fizesse o pré-aviso de que o meu corpo e a minha mente nunca se separariam e seriam sempre apenas meus.

E volto a perguntar... Quantas pessoas diriam não à possibilidade de acrescentarem a Torre Eifel e o Prado, uma lasagna verdadeira e os relógios de Praga, à sua vida?

Não sei.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Definição de sensual

Agora E Para Sempre (A Paixao) - Da Weasel

O que me faz dançar no meu carro e esquecer-me de que estou rodeada de gente.

Ohhhh!!!!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

8, 9, 10, 11, 12 e 13


Tu


Eu


Nós

Think about it

Gostava de conseguir seleccionar as pessoas que vêm lêr o meu blog.

Por outro lado, se o problema fosse assim tão grave, eu não escrevia um blog, escrevia um diário.

Mas um diário só seria lido por mim.

E teria que andar a chamar as pessoas que gosto que me leiam e todas as que não conheço e dizer: " Olha, olha, queres lêr um bocadinho desta tontice hoje? "

Naaaaaa, não faria sentido.

Assim sendo, resumo-me à minha insignificancia e vou tentando não especular sobre que curiosidade suscito em quem não me suscita nenhuma.

domingo, 1 de junho de 2008

Verdade verdadinha

Porque gosto de vinho tinto e de branco também, se for mesmo muito bom.

Porque gosto de vodka limão e caipirinha. E, às vezes, também de malibu com ananás.

Porque o Lux estava muito bom e a conversa com a Sue melhor ainda.

Porque não gosto nada de ressaca. Porque não gosto mesmo.



Domingo leeeennnto.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Leva o mundo que eu vou já!


Diz ela que faz dos seus dias aquilo que quer e quer que esta noite seja, uma noite cheia de palpitações!

Abre o seu peito a emoções e ri-se de boca cheia, de barriga cheia.


Diz ela que uma das melhores coisas do Mundo é encher-se de noites ricas, com amigas de sangue, brindar à vida e flirtar com todos os desconhecidos que a sua retina fixar. Ela disse F I X A R!!! Nunca passar.



Tchim tchim ! ! !

quinta-feira, 29 de maio de 2008

30 dias menos alguns


Tenho andado tão atarefada e cansada que só esta semana reparei que às 8 da noite ainda é de dia. Quando dei por isso, pensei para mim que o Verão está aí, que chegou, mesmo que eu continue a andar de camisolas de malha de dia e casaco quente de noite. Mesmo que apenas tenha feito poucos dias de praia e que, no ano passado, já estivesse quase tão bronzeada como os senhores que vendem ali na feirola da Praça de Espanha.

Sou absolutamente dependente de Sol. Sou daquelas que afirmam com toda a convicção que não emigrariam para um país onde este não fosse uma constante, pelo menos 7 meses por ano. Abomino frio, abomino roupa, botas, meias. Não sou nada fã de camisolas por cima de camisolas, cachecois e kispos. Para mim, felicidade e liberdade é tudo de fora. Ou quase tudo. Nasci para viver numa qualquer comunidade naturista ou numa tribo remota. A minha essência, a minha verdadeira essência, é desprovida de complicómetros e códigos.


Dizem-me que sou meio Tieta do Jorge Amado... Não sei, só vi a novela e não tenho o livro em casa. Vou aprofundar.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

6 e 7

6 - Cd empoeirado, cheio de memórias empoeiradas.


7 - Segundo cd empoeirado, cheio de memórias, ainda mais empoeiradas.




Sometimes i feel like i'm the dumbest person alive.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Será ignorância minha (eheh), problema do meu computador, será do blogger ou sei lá do quê, mas porque razão é que nunca consigo configurar à 1ª um post, da forma que pretendo ou que aparece na pre-visualização???


QUE NEUVERES!!!!

Mais de mim






Tenho percebido que adoro cores. Reformulando, tenho percebido que adoro paredes pintadas com cores quentes. Cores que nos fazem instantaneamente sorrir. Aquecem. Dão vontade de nos encostar-mos nelas e apreciarmos a sensação que percorre a espinha.
Na minha casa, não existirão paredes núas, despidas de sentido. Na minha casa, as paredes serão o reflexo de quem lá mora e de quem por lá passa. As paredes serão o nosso papel, as nossas testemunhas vivas...




Na minha casa as paredes terão olhos e ouvidos, mas nunca boca, apenas rosto onde cada um entenderá aquilo que quiser e souber.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Trinta dias



Um dia eu vou sentar-me e não vou ter vontade de abrir nada, muito menos terei cabeça para pensar nisto ou naquilo. Um dia, quero esse dia. Quero-o rapidamente. Quero.

O calor impregna corpos e mentes e dificulta a respiração. O calor, o cabelo espesso e ondulado nas costas, nada para o prender, o cabelo que sobreaquece e quebra momentos. O meu, o teu.

Desejo com força que Julho chegue. Mês 7. 7. 7. 7. 7.






Onde anda a minha fotossíntese?

5

Água quente e "Uma vida francesa".

domingo, 25 de maio de 2008

Procura-se (parte IV)


Faz hoje não sei quantos dias, sei que são muitos, que ando a procurar um bendito T1 nas zonas de Oeiras, Lisboa e Cascais (esta é a prioridade). Faz hoje não sei quantos dias, que ando a enviar e-mails, a fazer telefonemas, a gastar as minhas ricas lentes de contacto com o monitor do computador.


Estou com a sensação nítida de que o distrito de Lisboa encolheu, que no máximo há para aí umas 40 casas disponíveis desde o finalzinho da A5 até ao Castelo de são Jorge e que os mediadores imobiliários se chamam todos Raúl e só têm apartamentos de cólidade minha senhora e o melhor é vir vêr porque uma fotografia num e-mail engana muito e depois a senhora vai vêr e a casa é muito agradável com vistas de mar.


Parece que estou a viver um deja vu e que estou a ouvir o fulano que me vendeu o carro dizer-me que eu estava a fazer um negociozinho daqueles... E sorria do alto dos seus dentes saliente e separados (dentinhos de mentiroso) e olhava-me com olhos de já te comia, chapeuzinho vermelho e esfregava a barriguinha... Logo de seguida falava na sua esposa que estava em casa muito bem comportada, aguardando a chegada do seu valentão.


Ai ai... Eu só quero uma casa que seja o começo do meu amanhã.

Siddharta ou o desmame de valium.



Comecei a lêr o Siddharta do Hermann Hesse, por pura curiosidade. Queria perceber o que tão extraordinário teria, que tantas vidas haveria mudado. Queria perceber o que o faz ser o livro de eleição de milhares de pessoas. Queria que me desse algo. Queria, logo nas primeiras páginas, render-me a tamanha sabedoria e agradecer aos Deuses terem colocado nas minhas mãos semelhante preciosidade.




Até agora, e já vou a meio, já bocejei umas 20 vezes.

4

O sol a chegar.

sábado, 24 de maio de 2008

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Hoje

Dançar
Dançar
Dançar
Dançar
DO JEITO QUE EU GOSTO.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

quarta-feira, 21 de maio de 2008

This is a story about a girl, who was breathing for something or someone to come.

Angel - Sara Rodrigues

O meu brilho, meu bom brilho.

Shine the way - Sara Rodrigues

Catarina

adj. f.,
diz-se de certa roda pequena dos relógios;

s. f.,
a própria roda;
casta de uva branca, que se cultiva em Portugal;
(no pl. ) seios de mulher, grandes.



E eu, ingenuamente a pensar que o meu nome significava puro, casto...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

São rosas senhor...

Ando há 2 semanas a enviar emails para imobiliárias e particulares a pedir informações sobre os T1's q tenho visto em Lisboa e Oeiras e, até agora, recebi 5 respostas. C-I-N-C-O respostas a 3 dezenas de solicitações...
Ouvi dizer que o país estava em crise...
Aprás-me garantir que, certamente, essa crise andará a passar a kilometros do sector imobiliário!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Let me entertain you


O nosso tempo prefere a imagem à coisa, a cópia ao original, a representação à realidade, a aparência à palavra. O que para ela é sagrado, não é senão ilusão e o cúmulo da ilusão é o cúmulo do sagrado. O espectáculo é o capital num tal grau de aucmulação, que se torna imagem.


Num mundo realmente invertido, o verdadeiro é um momento do falso.


Guy Debord, A Sociedade do Espectáculo, 1967

terça-feira, 13 de maio de 2008

Procura-se

Procura-se casa, tipologia T1 na zona de Lisboa ou Oeiras. Casa com janelas em cada cómodo. Janelas que iluminem chão, paredes e almas.

Procura-se mãos. Mãos que descomprimam as tensões. Mãos que saibam agarrar e segurar.

Procura-se porto de abrigo para recolher em dias de tempestade e para soltar amarras em dias de sol.

Procura-se emprego. Emprego que dê trabalho, mas que preencha mentes em reboliço.

Procura-se gente que não faça da vida um eterno palco. E dos outros actores coadjuvantes.

Procura-se uma vida melhor que esta. Procura-se, procuro.

domingo, 11 de maio de 2008

Hoje não foi um bom dia.




Certo é que o sono é grande, preenche-te da cabeça aos pés ou dos pés à cabeça, sobe, desce sem o conseguires controlar e levantas-te, caminhas pé ante pé, mãos sem reacção, cabeça pesada. Sono, muito sono... Quase não sabes quem és, tens apenas um objectivo que é chegar ao colchão, fechares os olhos, aninhares-te e deixares a dormência tomar conta de ti.




Certo é que quando sentes frio, sabes que o teu peito tem uma reacção espontânea que figura no imaginário de quem quiser. Certo é que o teu imaginário é largo. Largo.




Certo é que o tempo tem tanto tempo, quanto tempo o tempo tem.




Certo é que, às vezes, acho que te amo. Certo é que os teus braços são os melhores do mundo. Certo é que é na tua boca que reconheço a minha. Certo é que hoje sei que eu e tu passámos a ser o advérbio talvez e deixámos de vez o verbo ser.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

O "bom dia" que a China continua a não merecer...

A fotografia acima é a face visivel da tentativa de manipulação dos media por parte da China, já que o Governo deste país veio a público denunciar monges tibetanos como sendo os fomentadores da violência nos mosteiros. Aqui se vê bem, quem são estes monges e de onde eles provêm.

Quando o Partido Comunista assumiu o poder na China em 1949, logo manifestou a intenção de 'libertar todos os territórios chineses, incluindo o Tibete'. 'Libertar' de que? Mao Tsé-tung especificou: 'Religião é veneno. Degenera a raça e retarda o progresso do país'. A religião era um dos principais elementos a definir o Tibete como nação. Os costumes e os ensinamentos budistas organizavam o calendário oficial e regulavam a ética profissional, as relações familiares e os assuntos nacionais. Monastérios e templos constituíam centros de estudos elevados e armazenavam de obras de arte a trabalhos sobre literatura, medicina, política etc. Em 1950, o Exército Popular de Libertação invadiu o Tibete pela primeira vez; muitas ações violentas se seguiram. Entre as atrocidades cometidas nos anos seguintes sob a égide da 'reforma democrática', houve a destruição e pilhagem de monastérios e conventos (dos mais de 6.000 que havia até 1955, restavam oito na década de 70) e a humilhação, tortura e execução de monges e monjas.A população foi dizimada em um sexto. Milhares buscaram o exílio e muitos se arriscam até hoje em fugas extenuantes pelo Himalaia atrás de liberdade. À violência das armas se seguiu outra estratégia de invasão e ocupação: a colonização. Há transferência maciça de chineses para a 'Região Autônoma (!) do Tibete', com acesso privilegiado ao ensino, empregos e cargos públicos. O IDH dos tibetanos é gritantemente inferior. Por meio da repressão ou ridicularização, suprimem-se os traços culturais tibetanos, a começar da proibição do idioma. Uma nação foi vilipendiada e parte do patrimônio histórico da humanidade foi quase condenada à extinção." Jornal Folha de São PauloEssa realidade tibetana não é levada em conta dentro opinião popular. As pessoas podem achar que os tibetanos são violentos, o Dalai-Lama é um líder que instiga a violência, ou que se omite nisso, em prol da libertação do país, mas não. De fato, os tibetanos foram oprimidos por muitos anos, e hoje querem sua autonomia, querem ter os seus limites nacionais e a sua soberania estatal reconhecidos. Praticamente às vésperas das olimpíadas, vemos o protesto do grupo "Reporteres sem Fronteiras". Eles trouxeram e exibiram na cerimônia em que a tocha olímpica seria acesa, uma bandeira de luta e protesto. Uma bandeira de cor escura e que trazia os anéis olímpicos dispostos do modo tradicional, mas sendo representados por algemas, fazendo alusão à repressão que a nação tibetana vêm sofrendo. Ou seja, na China, grande modelo econômico hoje se utiliza da violência e se cala os clamores dos tibetanos com assassinatos. Talvez por medo de um possível boicote econômico chinês, os países ocidentais estão se afastando do caso. É aquela história, é só fingir que não viu nada. Portanto, às pessoas que se consideram seres humanos, um apelo. Jogos olímpicos? Bom, será que é tão importante quanto o tratamento desumano de uma nação inteira, que simplesmente ignoramos e assistimos às modalidades e jogos na China? É simples assim? Esquecer que ao lado da derrota esportiva há uma derrota humana, vital? Já basta de assassinatos. Na China, que apesar de ser modelo econômico para vários países emergentes, não é e nunca será modelo de respeito aos direito humanos, respeito à vida. Desde Mao Tsé Tung a China vem tendo um retrospecto triste e caótico no campo social. A China vai bem, o povo vai muito mal. Isso nós temos e comum com os nossos companheiros asiáticos, chineses.
Este texto foi retirado do blog Recanto das Letras
Abri a porta e tive a certeza





... de que a arte de ser louco é jamais cometer a loucura de ser um sujeito normal
E que a minha loucura seja perdoada.Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Adoptar um amigo




A Câmara Municipal de Lisboa, através do Canil/Gatil Municipal, procura acolher condignamente animais vadios ou errantes. A proveniência destes nossos amigos é diversa mas na maioria são animais abandonados.




Para procederes à adopção só tens de dirigir ao Canil/Gatil Municipal, em dias úteis, entre as 9h00 e as 17h00, e levares o teu BI e Cartão de Contribuinte.




A CML oferece exame clínico, desparasitação e Identificação Electrónica.


A adopção do teu novo amigo é gratuita. De que esperas?






Lá encontras todas as fotografias dos animais que a CMLisboa acolhe.

E já que o nosso canal é a escrita, aqui fica uma informação interessante...

O Departamento de Educação e Juventude da Câmara Municipal de Lisboa convida os jovens entre os 15 e os 30 anos, que residam, estudem ou trabalhem no município de Lisboa, a participar na sexta edição do Concurso Literário Municipal Lisboa à Letra, cujo prazo de inscrições e de entrega de trabalhos decorre de 14 de Abril a 31 de Maio.Esta é uma iniciativa anual que tem como principais objectivos os de incentivar os jovens à leitura e à escrita criativa, tendo como temática de fundo a cidade de Lisboa.As inscrições e a entrega de trabalhos poderão ser realizadas directamente nos espaços Juventude@Lisboa, Loja 2112, Amoreiras Shopping Center, Avenida Duarte Pacheco, 1070-103 Lisboa, dias úteis entre as 10h00 e as 22h00, fins-de-semana e feriados entre as 14h00 e as 20H00; Juventude@Lisboa, Edifício da Câmara Municipal de Lisboa, Campo Grande nº 25, piso 0, 1749-099 Lisboa, dias úteis entre as 10h00 e as 13h00 e entre as 15h00 e as 18h00; Ou por correio, acompanhados por aviso de recepção, para a Divisão de Apoio Juvenil, Câmara Municipal de Lisboa, nº 27, 10º Bloco E, 1749-099 Lisboa.

Os candidatos deverão consultar o regulamento do concurso.

Para outras informações podem contactar: Divisão de Apoio Juvenil, Tel. 21 798 81 79, dej.daj@cm-lisboa.pt; Juventude@Lisboa do Amoreiras Shopping Center, Tel. 21 385 74 86, amoreiras@cm-lisboa.pt; Juventude@Lisboa, Edifício da Câmara Municipal de Lisboa do Campo Grande, Tel. 21 798 93 70, campogrande@cm-lisboa.pt .

domingo, 4 de maio de 2008

Caminho

Um dia chega-se ao ponto em que se diz que o melhor é caminhar porque o caminho não tem retorno. E caminha-se. E gosta-se quando se caminha. Gosta-se mesmo.
Mesmo quando nos interrogamos sobre imensas coisas e achamos que o caminho não é plano, mas cheio de pedregulhos. Já dizia o outro, que pedras, as guardaria todas porque, mais tarde, iria construir um castelo... E construiu. O da universalidade que é, talvez, o melhor.

O maior erro que se comete é quando se acha q o caminho acaba e nada mais há do que um muro à nossa frente e um passado nas nossas costas. Voltar ao passado pesa, porque é a sensação plena de derrota. Jogarmo-nos contra o muro dói, porque o nosso corpo é feito de pele e ossos e o muro é feito de pedras e as pedras são mais rijas do que normalmente se pensa.

Mas não é assim... O caminho existe sempre. Sempre. Nós é que fechamos os olhos e achamos que não.

Hoje foi um dia radiante porque os meus se abriram, mais uma vez :)

sexta-feira, 2 de maio de 2008

O que me vai calhando na rifa...

Diz ela que sou um espanto e que o que tenho, pouca gente tem e que, mais raras ainda são as pessoas que algum dia chegarão sequer a sentir o cheiro daquilo que, por acaso, até já não quero. Sejam os meus sonhos, sejam as minhas experiências, sejam as minhas pessoas, sejam os meus conhecimentos, seja o que for. Que sou um ser em completa absorção de tudo aquilo que me levanta e me derruba, de tudo o que faz de mim uma pessoa MAIOR.

Há dias em que acredito nela e hoje é um deles... Apenas porque, tudo o que tive ou tenho, é MEU e vivido por mim da minha maneira, da MINHA MANEIRA. Seja o que for. Sempre, seja o que for. E a minha maneira é minha e NUNCA tua ou deles ou delas. A minha maneira é coisa que ninguém algum dia sentirá, porque ninguém consegue meter-se na pele do outro e viver a vida pelo outro.

Por isso te digo, vos digo, não vale a pena apontarem para algo que não sabem viver como vosso e desejarem com muita força. Nem com muita nem com pouca. Apenas esbarrarão contra uma parede e a dor será tão profunda quanto a força com que se jogaram.
Apostem no que sabem que poderá ser vosso. Para isso, terão que se conhecer e sentir um amor incondicional por vós, por casa centimetro da vossa alma, por cada centimetro da vossa pele. Cada beijo que se derem, darão com a cumplicidade que os maiores amantes ou a mãe mais apaixonada pelo filho, dão.

Enquanto isso não acontecer, permanecerão nesse vazio que vos amarra ao nada que é a vossa vida. E continuarão a tentar viver a vida dos outros, passarão pela vossa como almas penadas que são, seres sem consistência e consciência. Continuarão a TENTAR viver vidas alheias, por empréstimo, porque nunca serão donos da vossa verdade, das vossas escolhas.
Pobres de vós.



Obrigada amiga pelas tuas palavras. Parabéns a mim por ser quem sou.

Reflexões dos livros do Sr Paulo, o que não significa que sejam dele, porque na verdade nem são.

1- " Quando respirarem profundamente saibam que respiram profundamente. Quando respirarem superficialmente, saibam que respiram superficialmente ”.

2- " Um ancião índio norte-americano, certa vez, descreveu os seus conflitos internos da seguinte maneira: Dentro de mim há dois cães. Um deles é cruel e mau. O outro é muito bom e eles estão sempre a brigar.
Quando lhe perguntaram qual cão ganhava a briga, o ancião parou, reflectiu e respondeu: Aquele que eu alimento mais frequentemente."

3- " De que me adianta temer o que já aconteceu? O tempo do medo já aconteceu, agora, começa o tempo da esperança. "

4- " No amor ninguém pode magoar ninguém. Cada um é responsável por aquilo que sente e não podemos culpar o outro por isso... Já me senti ferida quando perdi o homem por quem me apaixonei... Hoje, estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém... Essa é a verdadeira experiência de ser livre: ter a coisa mais importante do mundo sem a possuir. "

5- " A linguagem do teu coração é que irá determinar a maneira correcta de descobrires e manejares a tua espada ".

6- " Uma vez feita a escolha é preciso seguires em frente e confiares no teu próprio coração" .

7- " Saímos pelo mundo em busca dos nossos sonhos e ideais. Muitas vezes colocamos nos lugares inacessíveis o que está ao alcance das mãos. "

8- " Os dois testes mais duros no caminho espiritual são a paciência para esperar o momento certo e a coragem de não nos decepcionar-mos com o que encontramos. "

9- " Poucos aceitam o fardo da própria vitória; a maioria desiste dos sonhos quando eles se tornam possíveis. "

Reflexões. Minhas...


1- Haverá coisa melhor do que uma praia, pés descalços a pisarem a areia e a molharem-se na água? Gaivotas a voarem a curta distância da tua cabeça, ao longe o verde da montanha e no horizonte tudo aquilo que a tua imaginação quiser?
2- Depois de ter lido a notícia que dava conta de que o Ronaldinho, jogador brasileiro de futebol, teria sido apanhado com três travestis praticamente com a boca na botija (dizem que se teria dado ao displante de não pagar a conta pela prestação dos serviços dos referidos senhores e um deles teria se apresentado na esquadra mais próxima ao motel, com os documentos do jogador e reclamou o seu dinheiro) pergunto-me como seria se vivessemos num mundo em que a sexualidade de cada um não fosse objecto de discriminação e, o único problema do Ronaldo, fosse ser caloteiro e não o facto de ser bi(?)sexual. Se a Nike deixaria de o querer patrocinar em 65 milhões de euros e não teria apenas escrito uma nota interna alertando-o para o cumprimento dos seus deveres ou, ainda, se não teria a própria marca pago a despesa do jogador.
3- A semana que passou trouxe-me, ou melhor, atirou-me à cara algumas realidades de forma meio violenta assim, sem mais nem menos, quase como se eu andasse a precisar de abanões para acordar para a vida. Às vezes fico doida com a incerteza que me ronda, ou com a certeza de que sou uma insatisfeita constante. Que alternativas tem um jovem neste país, um jovem que, apesar de ter mais de 10 anos de experiência profissional, não a tem na sua área de formação e avança diariamente em contra relógio?
4- Em que estarias a pensar quando me viste? Mas viste-me? E quando te aproximaste, em que pensavas? Se é que pensavas... E o sorriso, era meu?
5- Ela diz que eu sou uma vencedora, cheia de mérito e que poucas pessoas me igualam. Que poucas me fazem sombra. Não sei se assim o é. Não sei se, ao invés de ser a tal que avança e corre atrás, não serei a que retardou viver e que agora, tudo alcança com o triplo da dificuldade. Que histórias contarei eu a quem me quiser ouvir, quando já for velhinha, de cabelo branco, pernas bambas e olhos perdidos em alguma curva do passado?

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Que faça sentido



Os dias em que tu me deixas, são os dias em que eu me lembro que estou completamente sozinha.

Os dias em que tu me deixas, são os dias em que eu gostaria de sentir que estou sozinha apenas de ti.

domingo, 27 de abril de 2008

Corro atrás


Ciclos viciosos são prejudiciais à saúde, quase tanto quanto um cigarro pela manhã, outro depois da refeição e um depois do coito. Ciclos viciosos são peganhentos e fazem-nos respirar com dificuldade. Ciclos viciosos são originados por falhas nossas, apenas falhas nossas, que advêm de alguma falta qualquer, normalmente de auto-estima.

Eu sou assim.

Sou assim. Não quero ser assim.

Há muitos dias atrás, eu peguei na minha vida com as duas mãos e carreguei-a para longe. Quando acordei, afinal tinha transportado, para além de mim e dos meus sonhos, tudo aquilo de que fugia. E não porque tivesse fantasmas a assolar-me a porta. Ou porque tivesse dependências por aqui... Ou porque alguém fosse atrás e me avisasse de que eu me lançara para o infinito sem rede. Apenas abri os olhos e vi que correra para os braços de uma vida que seria igual à que tinha deixado. Decidi então voltar às origens. Custou, custou. Foram meses de reintegração. Foram meses parecidos com os que os toxicodependentes passam, quando querem largar a sua força de vida. Custou-me muito. Sei-o, não porque ainda sinta qualquer tipo de réstia de dor, mas porque me lembro de ter emagrecido muito, de andar meio apática, de sorrir muito pouco, de me ter transformado num automato. De achar que o bom ainda lá estava e que o que aqui via, era incompleto e sem noção do real.
Depois passou... Ou foi passando. Mas sempre ficou.

Oitocentos dias. São imensos. Imensos. E os ciclos voltam e eu sou a responsável. Sou. Ou somos? Quem sou eu senão a construção que também alguns fizeram de mim? Quem sou eu? para onde vou e porque vou? Sei, no mínimo, que sou igual à maioria dos seres pensantes que se interrogam com dúvidas tão primárias como estas. E que dificuldade estúpida é esta de responder? Não seria o primário o começo de tudo e, por isso, o mais fácil de responder? Porque não nos ensinam estas respostas nas escolas PRIMÁRIAS, para que depois, nas secundárias e nas que se seguem, aprendamos coisas muito mais difíceis como a matemática aplicada, a filosofia kantiana, ou o cantonês?

Estou tão cansada. Tãoooo cansada de voltar. Tão cansada de me ter profissionalizado em recomeços. De não saber onde está a minha lagoa. De insistir em histórias inúteis, de desejar uma partida em que só eu acredito. Cansada de procurar e não achar. Cansada.

E ainda assim, continuo a rir e a fazer rir. Como se amanhã não tivesse que ir para onde não quero, como se os sapos não fossem demasiado grandes e vivos, como se as tuas mãos ainda soubessem de cor onde é o meu corpo, como se a maior preocupação fosse a de bronzear pernas e peito de uma forma homogénea, sem deixar manchas.

Vou e não volto.